<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6429714</id><updated>2011-07-30T21:18:35.994+01:00</updated><title type='text'>CINEMOTERAPIA</title><subtitle type='html'>Uso a sala escura do cinema como um refúgio...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cinemoterapia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6429714/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemoterapia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>clara petra-viana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13305088321101113967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>14</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6429714.post-1754640611608002683</id><published>2009-12-04T22:26:00.004Z</published><updated>2009-12-06T16:17:48.615Z</updated><title type='text'>TETRO</title><content type='html'>Um filme de Francis Ford Coppola&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A preto e branco sombreando a realidade da vida e a cores as memórias e recriações. As mais belas imagens do lado negro de Buenos Aires e das montanhas geladas da Patagónia. Mistérios de família que ele quer esquecer, de que foge e que de tão dolorosos levam à locura. Mas...como nos contos também na vida há quem nos trate da alma. Médica, anjo bom que oferece um amor incondicional a quem deixou já de acreditar, bálsamo para todas as dores. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vê chegar o irmão mais novo, que o procura obstinado para obter a razão da fuga e da promessa não cumprida de regressar depois de partir para se encontrar. Para o tratar com fria distância. Talvez por repulsa de descobrir os sentimentos próprios de um pai e não de um irmão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A verdadeira razão reside, no entanto, nas rivalidades e amores escondidos. Nas frustações de um génio que vive na ambivalência de uma vida na sombra e da necessidade do sucesso. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Este acaba por vir, no entanto, pela mão daquele que o procura como irmão e vem acompanhado das luzes de flashs e camaras de tv que captam todas as indiscrições. Como no momento mais intimista em que a verdade é revelada e todos os sentimentos estão à flor da pele. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com a verdade a familia desmoronada ganha uma nova forma, o afecto ganha espaço e um novo começo torna-se possivel. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6429714-1754640611608002683?l=cinemoterapia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6429714/posts/default/1754640611608002683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6429714/posts/default/1754640611608002683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemoterapia.blogspot.com/2009_12_01_archive.html#1754640611608002683' title='TETRO'/><author><name>clara petra-viana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13305088321101113967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6429714.post-4009305001469878146</id><published>2009-02-15T00:14:00.003Z</published><updated>2009-02-15T01:12:18.996Z</updated><title type='text'>O LEITOR</title><content type='html'>Quando se cruza a descoberta do Amor aos 15 anos com o desencanto da vida aos 35, não se está perante um romance de tons rosa, mas de algo que pode trazer dependências e jogos desencontrados para o resto das vidas. Isso se passou. E se instalou na vida daquele miudo como um doce muito amargo que não saboreou até ao fim do boião. Aquela mulher se lhe ofereceu e dele se afastou sem mais. O sofrimento rasgou-o e fêz-se ao mundo fechado em si. Mas estudou, em juiz se transformou, casou, procriou. Fechado em si. Até que a reencontrou, a acompanhou na desgraça, sempre à distância e compreendeu-a e perdoou-a. E descobriu-lhe o segredo que lhe roubou a liberdade. Esse segredo que foi o fardo da vida dessa mulher, cujo excesso de zelo contra ela se voltou. Em fuga permanente do seu passado, também futuro não havia para quem não sabia ler nem escrever. Um analfabetismo envergonhado que se alimentava das leituras que os outros lhe entregavam como peças de amor cantadas ao seu ouvido. Roubou vidas, encarcerou irmãs, não por ser nazi, fria e calculista, nem para servir uma causa, mas tão só porque era o que se esperava dela. E não era preciso ler nem escrever! Nos outros ganha pãos, os prémios do bom desempenho iam sempre parar ao lápis e papel. De que ela fugiu, aceitando ser carcereira para ganhar a vida. Apesar da sociedade pós-guerra a ter fechado 20 anos na prisão das grades e do arrependimento ele a entendeu e a aceitou, pois afinal Amor lhe tinha e Amor lhe deu . Passados 20 anos das primeiras leituras lhas envia gravadas em voz. Só podem ser cassetes de amor, daquele que se sabe que se tem pelo prazer de dar ao outro! No fim do corredor da esperança, na prisão, ela renasceu. Até que se apagou do mundo, talvez por não poder apagar as dores que aos outros causou na sua passagem por esta vida, chegando à sua forca subindo para cima da pilha dos livros que aprendeu a decifrar no isolamento da prisão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6429714-4009305001469878146?l=cinemoterapia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6429714/posts/default/4009305001469878146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6429714/posts/default/4009305001469878146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemoterapia.blogspot.com/2009_02_01_archive.html#4009305001469878146' title='O LEITOR'/><author><name>clara petra-viana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13305088321101113967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6429714.post-1104593313364822534</id><published>2008-10-04T22:51:00.004+01:00</published><updated>2008-10-06T17:58:55.157+01:00</updated><title type='text'>O AR QUE RESPIRAMOS</title><content type='html'>Momentos. Encontro íntimo com almas a tocarem a FELICIDADE, a gozarem o PRAZER ou a iludirem a TRISTEZA. Enredam-se uns nas estórias dos outros, sem saberem, sem se conhecerem, sequer. Mas estão todos lá, como uma orquestra harmoniosa do destino, colocados como peças de xadrez, no tabuleiro da vida. Episódios que se entrecruzam num jogo de espelhos que deixam espreitar a alma através de uma estrada de cicatrizes. Percorridas na infância. Porque a culpa, a frustração, o vazio e o medo que se traz das raízes, desenham traços irreversíveis no mapa da vida.&lt;br /&gt;Educado na infância para o estudo, o trabalho e as obrigações, como o caminho para a FELICIDADE, em adulto esquece-se de viver. Afundado no esquecimento de si mesmo, um dia a borboleta da mudança dá-lhe asas. Contrariando "a rotina que impede a mente de vaguear" vem a encontrar a felicidade quando trilha a transgressão e exercita o poder que, afinal, todos têm com uma arma na mão. Que lhe foi depositada por alguém, para que a usasse de forma libertadora. Consegue morrer com um último sorriso feliz e uma gargalhada vingadora.&lt;br /&gt;Alguém feito de gelo, da culpa de ter deixado para trás o seu pequeno melhor amigo. Que passou a praticar o mal, a mando, para magoar e ser magoado. Que por prever o Futuro vive sem graça sabendo o Amanhã. Alguém que só se vem a libertar quando vê, em forma de capa de disco, aqueles grandes olhos verdes de carícia e que lhe embaciam a visão do futuro. Sem legendas, deixa-se apanhar e é massacrado, sem reacção. E é com um sorriso embrulhado numa alegre gargalhada que é atendido por um médico a precisar de salvação. Ouve-se o seu pensamento: PRAZER, prazer supremo em ser surpreendido pela vida. Alguém que se liberta quando faz o bem por outro. Com grandes olhos verdes e que o destino lhe trouxe sem pré-aviso. E que carregam a TRISTEZA do mundo, de uma vida artificial, pública, sem governo e sem sentido. Cheia de uma alegria postiça, salgada de tantas lágrimas de bastidor. Objecto dos caprichos de um implacável mandante, à mercê, sem o pai-confidente, porto seguro perdido mesmo antes de completar a primeira década. &lt;br /&gt;O PRAZER e a TRISTEZA são almas marcadas para se encontrarem ao longo dos tempos. Nesta vida e nesta história ele morre para a salvar, dissimulando e traindo confianças. Deixa-lhe a semente de um filho, mas parte sem lhe retirar a condição de refém.&lt;br /&gt;Há porém quem a salve da tristeza e lhe devolva a esperança. É, também, quem lhe salva a vida no momento em que embrulhada no tule branco noiva de um lençol se despedia do mundo na esquina de um telhado.&lt;br /&gt;E ela salva-o a ele, àquele mesmo médico que tempos atrás recebeu a gargalhada do seu amado à chegada do hospital. Salva-o e ele, porque a raridade do seu sangue é a única e última hipótese de bombear o coração quase apagado da mulher que ele sempre amou e não soube guardar para si.&lt;br /&gt;Confuso como os nós a que vida nos amarra!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6429714-1104593313364822534?l=cinemoterapia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6429714/posts/default/1104593313364822534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6429714/posts/default/1104593313364822534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemoterapia.blogspot.com/2008_10_01_archive.html#1104593313364822534' title='O AR QUE RESPIRAMOS'/><author><name>clara petra-viana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13305088321101113967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6429714.post-3680850084379167919</id><published>2008-04-03T22:11:00.002+01:00</published><updated>2008-04-03T23:32:56.675+01:00</updated><title type='text'>SEDA</title><content type='html'>Seda é um filme macio. Escorrega-se nele pelas estepes geladas e pelas dunas sedosas, vezes multiplicadas, tantas quantas as viagens pela busca de casulos através de um mapa mundi do séc. XIX, a trote, dentro de charrettes e de naus de contrabandistas.&lt;br /&gt;Ovos minusculos que valem ouro e que representam o trabalho e o alimento das fábricas por onde se escapam as colunas de fumo escuro, como o dos canos das espingardas em que o nosso herói não quer pegar, preferindo viver a emoção dessas viagens ao inferno da guerra.&lt;br /&gt;Não lhe falta amor em casa, nem o futuro dos sonhos por cumprir, mas no longínquo Japão encontra um olhar de amêndoa carregado de erotismo que só ele acha que sabe ler. Abre esse livro em cada viagem e sofre da febre da culpa em cada regresso.&lt;br /&gt;Grande engano. O verdadeiro, incondicional amor morava próximo, muito próximo. Dentro da mulher que tudo adivinhou e tudo calou. Daquela que partiu cedo demais deste mundo, deixando como herança o jardim para cuidar e o segredo da sua sabedoria como um amor eterno que ficou por viver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6429714-3680850084379167919?l=cinemoterapia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6429714/posts/default/3680850084379167919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6429714/posts/default/3680850084379167919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemoterapia.blogspot.com/2008_04_01_archive.html#3680850084379167919' title='SEDA'/><author><name>clara petra-viana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13305088321101113967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6429714.post-2160231106610894896</id><published>2008-03-24T23:24:00.004Z</published><updated>2008-03-26T00:19:31.244Z</updated><title type='text'>O SONHO DE CASSANDRA</title><content type='html'>Woody Allen abandona o paradigma da comédia mas não o humor que nos faz sorrir a cada esquina do drama.&lt;br /&gt;Uma trama bem urdida, uma história bem contada, uma teia que vai envolvendo até ao imprevisto desfecho final.&lt;br /&gt;A nu fica a crueza das relações humanas e como os laços de sangue por vezes de nada valem. Dois extremos, dois irmãos. De um lado o egocentrismo e a ambição que tudo corroi à sua volta e do outro a fraqueza que abre caminho à culpa e à loucura. Porque quando há escrúpulos a culpa acaba por gritar dentro da cabeça. A culpa de matar para obter favores e como forma de comprar uma solução para dívidas do jogo mal jogado de uma vida de suburbios.&lt;br /&gt;A resolução dos problemas pessoais dos dois irmãos conseguida através da morte de um ser humano vem pela mão de outro familiar que lhes encomenda esse "pequeno favor". O tio rico e invejado, apontado como modelo de uma vida bem sucedida, é afinal uma falácia. O seu império não sobrevive às denúncias que vai ter que calar.&lt;br /&gt;E o irmão mais forte e o irmão mais fraco, com sonhos comuns escritos no bordo do barco que compram sem ter como pagar, perdem-se para todo o sempre nesse mar que cavalgam com o remorso, a loucura e a morte como tripulação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6429714-2160231106610894896?l=cinemoterapia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6429714/posts/default/2160231106610894896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6429714/posts/default/2160231106610894896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemoterapia.blogspot.com/2008_03_01_archive.html#2160231106610894896' title='O SONHO DE CASSANDRA'/><author><name>clara petra-viana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13305088321101113967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6429714.post-113347006400691110</id><published>2005-12-01T19:55:00.000Z</published><updated>2008-01-16T13:41:13.941Z</updated><title type='text'>CHARLOTTE GRAY</title><content type='html'>O filme intenso e a cores fêz de mim a protagonista. Uma Charlotte Gray (nunca escrevi sobre este filme, que é bem um dos da minha vida) que descobre, luta e perde um amor no curto espaço de tempo de uma guerra. É corajosa, vai atrás e é obrigada a desmobilizar por que as noticias que os ventos lhe trazem são de morte. Fica amputada mas não morre por dentro. Quer mas não consegue. A teia envolvente não deixou. O extremo desespero, amor aos camaradas que dela dependem, ódio pelo inimigo e o auto-controlo que lhe salva a vida, são o sal que lhe tempera os dias e as noites sem memória das saudades que viveu. Inglesa na resistência francesa, heroina anónima da causa comum, não é termo de comparação, infima figura eu sou. Mas também eu O descobri e em mim ficou colado, plasmado em todo o meu ser, a queimar e a querer ficar. E as memórias das minhas noites trazem-me as saudades do que não vivi. Encontrei-o, tem rosto, gostaria de ter sido maestro, mas é uma pessoa adiada e a batuta ficou para trás. E em breve será meu passado.Sem termos vivido o paraíso anunciado. Foi uma linda ilusão de entendimentos de alma, traída pela vida bem real. A nossa Charlotte enquanto procura um, encontra outro, afinal o tal da alma. Eu infelizmente, não me parece ter enganado, mas também não vou morrer por dentro. O sal cura as feridas e vai temperando a tristeza.E também há à volta quem se alimente de mim. E firme volto a alimentar eu este blogue. A terapia pelo cinema tem vindo a fazer o seu efeito. Cada mergulho amacia pela fuga de mim. Depois, a luz chama-me à realidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6429714-113347006400691110?l=cinemoterapia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6429714/posts/default/113347006400691110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6429714/posts/default/113347006400691110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemoterapia.blogspot.com/2005_12_01_archive.html#113347006400691110' title='CHARLOTTE GRAY'/><author><name>clara petra-viana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13305088321101113967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6429714.post-111532210050241985</id><published>2005-05-05T19:52:00.000+01:00</published><updated>2005-05-05T20:41:40.516+01:00</updated><title type='text'>O FARDO DO AMOR</title><content type='html'>Romance  de Ian McEwan posto em filme.&lt;br /&gt;Como é precária a normalidade e se rompe no instante em que um balão colorido se eleva no ar.&lt;br /&gt;Dois amantes num tapete de mil verdes, que ficam suspensos, no preciso segundo em que um deles podia ter salvo uma vida. Ou pensou que podia. O remorso torna-se obsessão, as formas objecto da culpa e o mundo real entra em fluida transparência. Uma espécie de sonho que se transforma em pesadelo, invadido por uma personagem, fardo enviado por Deus para o adorar. Ambos cumplices por não terem salvo aquela alma da queda mortal. Evento irreparável, mas que surge como desígnio do Além, aos olhos do adorador, para os juntar.&lt;br /&gt;Fardo de Amor e Culpa, diria eu. Grande transtorno para um homem-sombra, que leva uma vida sem estória e é obrigado a protagonizar o papel principal, sob o olhar preconceituoso de todos. Que se vai tornando raivoso e violento. Que para se libertar do homem que lhe declara amor eterno chega a pensar que o ama.  A companheira pressente-o e o triangulo amoroso a surgir na sua pugança. Jogo de seduções, equívocos, esperas intermináveis, ciúme violento e cego que termina em clássica cena de facadas quase mortais. Então aquele homem agora desarmado de tudo, sai de cena e a normalidade reinstala-se.&lt;br /&gt;Passa-se uma estação, a cura do tempo que tudo cura, a clarividência ganha espaço e no mesmo tapete de mil castanhos prometem-se a vida uma ao outro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6429714-111532210050241985?l=cinemoterapia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6429714/posts/default/111532210050241985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6429714/posts/default/111532210050241985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemoterapia.blogspot.com/2005_05_01_archive.html#111532210050241985' title='O FARDO DO AMOR'/><author><name>clara petra-viana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13305088321101113967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6429714.post-111221781390956784</id><published>2005-03-30T22:20:00.000+01:00</published><updated>2008-01-16T13:39:44.407Z</updated><title type='text'>OS CORISTAS</title><content type='html'>Filme francês. De Christophe Barratier.&lt;br /&gt;Escrevo hoje para uma pessoa especial. Lhe dedico.&lt;br /&gt; Colégio interno, gélico, traiçoeiro e transbordante de tanta solidão. A maldade à solta nas reguadas e nas pedradas. Pele e vidros estilhaçados. Mais violentos os professores do que os alunos, mais violentos os alunos do que os professores.&lt;br /&gt;Rei morto rei posto. Surge neste panorama um novo monitor de colarinhos roçados e sonhos desfeitos. Na pequena mala traz partituras, que foi escrevendo e reescrevendo com todo o amor da sua vida. Um MAESTRO, cuja vida tomou outro rumo. Homem sensível, capaz de amar, de criar. De início ridicularizado pela sua sensibilidade, mas capaz de conquistar todos, em fogo lento. Pela determinação e pela revelação de sentimentos novos para todos aqueles meninos do coro que formou: a auto estima e a confiança. Grande lição para educadores e para aqueles que lidam com a pessoa humana. Como amar na dose certa e motivar para uma vida de bem. Amar ao ponto de, no regresso, levar na bagagem um deles, aquele que passou a sua pequenina vida, inteira, à espera de um pai que nunca veio.&lt;br /&gt;O arrepio no som daqueles pequenos cantores, com almas em carne viva, percorre a nossa seiva e deixa-nos acreditar no futuro, até aí improvável, que eles irão construir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6429714-111221781390956784?l=cinemoterapia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6429714/posts/default/111221781390956784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6429714/posts/default/111221781390956784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemoterapia.blogspot.com/2005_03_01_archive.html#111221781390956784' title='OS CORISTAS'/><author><name>clara petra-viana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13305088321101113967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6429714.post-110151603318921226</id><published>2004-11-27T01:28:00.000Z</published><updated>2004-11-27T00:54:14.383Z</updated><title type='text'>2046</title><content type='html'>Filme mágico de Wong Kar Wai. Filme de "close ups ", de enormes planos, de olhos amendoados, pingos de água e saltos altos. Também nos mostra os sentimentos ampliados e belos no seu sofrer. Quem ama sofre se não é amado. Quem ama e é esquecido cria defesas, fica implacável e lida com frieza e sem calor com aqueles que os amam desarmados. E um dia, quando já se esqueceu que já amou sem ser amado e que já foi amado sem corresponder, é-se apanhado novamente na teia e tudo se repete.&lt;br /&gt;Resta fugir numa viagem sem regresso ou ficcionar, escrever a sua própria estória.&lt;br /&gt;Belo até mais não.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6429714-110151603318921226?l=cinemoterapia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6429714/posts/default/110151603318921226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6429714/posts/default/110151603318921226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemoterapia.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110151603318921226' title='2046'/><author><name>clara petra-viana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13305088321101113967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6429714.post-110151364845765502</id><published>2004-10-26T23:12:00.000+01:00</published><updated>2004-11-27T17:22:21.880Z</updated><title type='text'>BIG FISH</title><content type='html'>O banho de cinema para a minha terapia, naquele sábado à tarde, tinha como destino o drama de juras eternas em ambientes de neve ardendo de violência e desejo. Queria alugar um video :"Could Mountain" mas já não havia este prato no cardápio e eu mudei de agulha e aluguei(a contragosto) "BIG FISH".&lt;br /&gt;Mas fiquei "fishinada" com a magia daquela linguagem cinematográfica, da história dentro da história, como as caixinhas que vão abrindo e mostrando inesperadas surpresas. Mas confesso que me foi difícil desatar aqueles nós de relações mal resovidas entre pais e filhos. Equívocos que podem desencontrar uns dos outros durante anos, até ao acerto final.&lt;br /&gt;Vi e revi as últimas cenas: O reencontro no último folêgo de vida do Pai que a abandona a ouvir pela boca do Filho a História da Vida que ele queria que tivesse sido a sua. Vida temperada, ao longo dos anos, com a sua imaginação, o que o filho sempre entendeu como inconvenientes mentiras e fantasias. Há sempre tempo para nos entendermos com aqueles que amamos, mesmo que seja no último instante. Basta baixar as resistências, ter prazer em dar prazer e entender. O filho entende, enfim, o imaginário do pai como uma forma de amar, colorindo a sua vida e dos seus.&lt;br /&gt;Inesperado final. No funeral tudo se confunde, todas as personagens aparecem. Afinal o que é verdade ou fantasia???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6429714-110151364845765502?l=cinemoterapia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6429714/posts/default/110151364845765502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6429714/posts/default/110151364845765502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemoterapia.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#110151364845765502' title='BIG FISH'/><author><name>clara petra-viana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13305088321101113967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6429714.post-107936755732108176</id><published>2004-03-09T23:54:00.000Z</published><updated>2004-03-15T16:56:06.733Z</updated><title type='text'>MYSTIC RIVER</title><content type='html'>Conseguida uma trama que nos vai conduzindo enganados até ao fim. Sem brancas, absorve-nos em permanência do primeiro ao último minuto. De mestre! Tema actual, do miúdo abusado, no qual o trauma em vez de se ir atenuando vai crescendo com ele à medida que cresce em tamanho e em idade, até à vingança descontrolada. Não foi à procura, mas apareceu-lhe à frente. E teve que ser, senão asfixiava.&lt;br /&gt;Quantos de nós vivemos com a raiva e a frustação a crescer dentro de nós como um monstro?? Uns controlam-no, outros não.&lt;br /&gt;Estamos todos lá. Para além deste miúdo injustiçado que cresce em agonia; a esposa/mãe, compreensiva, carinhosa, e cumplice, até um dia...; o grupo de jovens amigos inseparáveis para a vida, que a vida separa; a filha adolescente que esconde o primeiro namorado do pai superprotector que bebe com o olhar todos os passos da filha. &lt;br /&gt;PAI, ai este Pai! É neste que se centra toda a dor do mundo, toda a tensão e pulsar do filme. O exagero contido de Sean Penn bem lhe valeu o óscar. Nenhum exagero pode haver no exagero da dor que rasga por dentro, perante o desaparecimento súbito e brutal de um filho. Contido, porém, pois nenhum esgar e grito humano é suficiente para ilustrar essa dor.&lt;br /&gt;Estamos bem quando os nossos filhos estão bem e com esta me vou dormir.&lt;br /&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6429714-107936755732108176?l=cinemoterapia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6429714/posts/default/107936755732108176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6429714/posts/default/107936755732108176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemoterapia.blogspot.com/2004_03_01_archive.html#107936755732108176' title='MYSTIC RIVER'/><author><name>clara petra-viana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13305088321101113967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6429714.post-107873673745509386</id><published>2004-03-07T20:43:00.001Z</published><updated>2008-04-03T22:10:49.910+01:00</updated><title type='text'>ALGUÉM TEM QUE CEDER</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.7arte.net/imagens/actores/pequenas/00220.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;Amor e humor depois dos cinquenta. Para quem não saiba, é possível. De contornos românticos, intenso como na adolescência e carregado de incertezas. Pelo menos em filme. Durante aquelas duas horas, em que ele se desenrola, convence-nos que vale a pena deixar uma nesga da porta aberta a surpresas.&lt;br /&gt;O protagonista vai tendo vários ataques cardiacos ao longo do filme, uns porque a idade é propícia, outros causados pelo stress da paixão. Surpreendido com a sua fragilidade humana e com a morte que pode chegar, vai deixando cair a fortaleza que toda a vida o defendeu de devaneios de entrega a uma só companheira, em privilégio de aventuras passageiras, sempre com carninha jovem que, também, foge a compromissos.&lt;br /&gt;Os clichés do nosso imaginário estão todos lá: magnífica casa na borda da areia com o mar ao alcance de uma corrida; dramaturga de sucesso que se autobigrafa e num instante vê a peça subir à Brodway; homem charmoso , séquito e limousine às ordens, tudo resultado de um negócio na área da discografia, depois de abandonar outros tantos sem rentabilidade; mulher madura disputada por 2 homens, este bem sucedido sexaganário e um jovem médico e maravilhoso trintão; mãe e filha amigas, companheiras e confidentes. Tudo o que você poderia desejar. Ali está no grande écran, com ironia q.b., dispõe bem, muito bem, deixa que larguemos 2 ou 3 gargalhadas leves e descontraídas.&lt;br /&gt;Era o que eu pedia para esse fim de tarde: A confirmação que o Amor e a Ternura não têm idade para acontecer, uma pastilha para a auto-estima feminina, tudo isto bem embrulhado em tons "clean" pastel e azul mar. Acaba bem. O verdadeiro amor vence e a sensação de bem estar dura o tempo suficiente para justificar o investimento feito nesta sessão de terapia vespertina.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6429714-107873673745509386?l=cinemoterapia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6429714/posts/default/107873673745509386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6429714/posts/default/107873673745509386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemoterapia.blogspot.com/2004_03_01_archive.html#107873673745509386' title='ALGUÉM TEM QUE CEDER'/><author><name>clara petra-viana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13305088321101113967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6429714.post-107825646503608663</id><published>2004-03-02T19:39:00.000Z</published><updated>2004-03-02T19:48:36.466Z</updated><title type='text'>RAPARIGA COM BRINCO DE PÉROLA</title><content type='html'>As personagens saltam de um quadro pintado em mil tons de escuridade luminosa ou as cenas desenrolam-se dentro desse quadro, numa suave manifestação da passagem do tempo??&lt;br /&gt;A ambiencia perfeita para que nos deixemos transportar e emocionar com a Miséria alheia. A miséria da fome que entra em casa do pintor, enquanto, ainda, um ilustre desconhecido, a miséria do despojo total de uma serviçal próxima da “coisa “ humana e a miséria da dor fina e íntima da esposa que se sente traída.&lt;br /&gt;Ao longo do filme aquela pedra feita de trabalho e abnegação vai acordando e revela a capacidade de entender e de se maravilhar com o obra do pintor,  sendo-lhe dada, inclusive, a prerrogativa de opinar e com ele partilhar a manufactura do arco-íris da paleta de cores, que estão na génese dos seus quadros, transpirando a erotismo, tanto prazer lhe dá tal preparo.&lt;br /&gt;Da admiração mútua nasce um amor contido, só de olhares, só sonhado. Há nisso traição?? E na intimidade estática da bela a ser pintada, debruada pela luz coada da janela?? De tanto a olhar e medir e tracejar o pintor possui-a, talvez. A mulher sente-se ultrajada e expulsa-a, pois não há pior rival do que a amante instalada no pensamento, enquanto não se consome em amor carnal.&lt;br /&gt;Ela lá vai e ele deixa-a ir, mas presenteia-a com as pérolas com que pousou para ele.&lt;br /&gt;No ambiente um pouco sórdido em que se desenrola a trama numa Holanda seiscentista, com um Johannes Vermeer a precisar de banho, personagens carregadas e um mercado de cores agressivas , como a vida o é a maior parte das vezes, o contraste de luz e candura que as pérolas representam será a esperança que uma gota, uma gota luminosa pode trazer?&lt;br /&gt;Tanto no quadro como no filme esse toque de génio irradia para nos minar o pensamento: &lt;br /&gt;MESMO QUANDO TUDO É PESADO E NEGRO À NOSSA VOLTA HÁ ALGURES UMA PÉROLA QUE NOS PODE DEVOLVER UMA NESGA DE LUZ E ESPERANÇA.  O MAIS DIFICIL É MESMO DESCOBRI-LA!   &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6429714-107825646503608663?l=cinemoterapia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6429714/posts/default/107825646503608663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6429714/posts/default/107825646503608663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemoterapia.blogspot.com/2004_03_01_archive.html#107825646503608663' title='RAPARIGA COM BRINCO DE PÉROLA'/><author><name>clara petra-viana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13305088321101113967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6429714.post-107679544426790667</id><published>2004-02-14T20:56:00.000Z</published><updated>2004-02-14T21:55:43.513Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Uso a sala de cinema como um refúgio. Corro sozinha para este encontro marcado, inadiável, com ninguém. Aí respiro fundo, me escondo e me entrego. Abandono-me ao ritmo das imagens a fugir, de nítidos "close-up", vestindo fundo as personagens que me afagam, me vingam ou me matam.&lt;br /&gt;Tornam-se, enfim, verdade todas as ilusões que carregamos na vida; é permitido o sonho, sem vergonha. Aí podemos ser nós próprios, sem reservas ou aquilo que gostaríamos de ser, sem receios.&lt;br /&gt;O realizador pode ser o psicólogo experimentado, basta que deixemos que ele nos toque. E ele toca-nos sempre. Mostra-nos a dor ao limite, tornando a nossa agonia suportável, a raiva contida, corações rasgados por paixão. Rende-nos, também, homenagem com as mais belas imagens, os olhos a beberem infinitos dourados cor de areia. Basta que nos deixemos encantar, naquele segundo, num fugaz enlace eterno.&lt;br /&gt;A transferência pode ser poderosa e naquelas duas horas, levitamos acima das nossas vidas e encarnamos aquelas outras de plasma. A colagem pode ser perfeita; ou somos uma donzela sem vergonha, ou recorremos à violência extrovertida, sem tréguas e sem contemplações.&lt;br /&gt;Umas vezes saímos vingados, outras mais condescendentes e desejosos de nos acertar com aqueles que nos são mais queridos e com quem temos mais dificuldade de nos entender. &lt;br /&gt;Sempre sai mais barato que ir ao "analista" ...   &lt;br /&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6429714-107679544426790667?l=cinemoterapia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6429714/posts/default/107679544426790667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6429714/posts/default/107679544426790667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemoterapia.blogspot.com/2004_02_01_archive.html#107679544426790667' title=''/><author><name>clara petra-viana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13305088321101113967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
